02 outubro, 2012

Os grandes filósofos que fracassaram no amor - LeYa


Obra de Andrew Shaffer explora a vida (des)amorosa de mais de 30 filósofos, de Sócrates a Tolstoi

“Sempre é bom saber que não importa quanto você errou em sua vida amorosa, alguma outra pessoa foi muito, muito pior.” – Neal Pollack


   Quem nunca se perguntou: realmente existe o amor verdadeiro? Ou o tal amor à primeira vista? Quais os segredos para um relacionamento bem-sucedido? Ele é o cara certo para mim? Como eu sei se meu marido está me traindo? Sou o único infeliz no amor? Não, leitor, você não é o último romântico e seu caso não é o mais impossível. Agora, se você for um filósofo, retiro o que disse.
   A editora LeYa lança em outubro o bem-humorado “Os grandes filósofos que fracassaram no amor”, de Andrew Shaffer. Nessa divertida obra, o autor relata a vida amorosa de 37 filósofos, de Sócrates até Tolstoi, mostrando que philein (“amar”) e sophia (“sabedoria”) não andam tão juntas assim.
   Se alguém poderia nos ensinar algo sobre um conceito tão abstrato quanto o amor, seriam os filósofos – os “amantes da sabedoria” originais – que deveriam estar no topo da lista. Mas um amante da sabedoria e um amante sábio são, no final, duas coisas bem diferentes.
   Enquanto a maioria de nós já passou por dificuldades amorosas, as histórias dos problemas e das indiscrições românticas de muitos filósofos ganham de longe. Você pode ter esquecido um aniversário de casamento, mas pelo menos não estrangulou acidentalmente sua esposa (Louis Althusser), ou foi obrigado a dividir uma cela com uma prostituta por causa de sua concepção religiosa (São Tomás de Aquino) ou pior ainda, foi castrado após mandar a esposa para o convento, a pedido da própria (Pedro Abelardo). Os grandes filósofos ocidentais sabotaram seus próprios relacionamentos com suas tendências neuróticas.
  São Tomás de Aquino, Aristóteles, Simone de Beauvoir, João Calvino, Auguste Comte, René Descartes, Fiódor Dostoiévski, Friedrich Engels, Johann Wolfgang von Goethe, Georg Wilhelm Friedrich Hegel, David Hume, Immanuel Kant, John Locke, Friedrich Nietzsche, Platão, Jean-Jacques Rousseau, Bertrand Russell, Jean-Paul Sartre, Arthur Schopenhauer, Sócrates e Leon Tolstoi são alguns dos muitos pensadores que se desiludiram nas artes da paixão.

  “Os grandes filósofos que fracassaram no amor” contém só uma amostra das milhares de grandes mentes que fracassaram no amor. Talvez Bob Dylan foi o mais sábio de todos ao admitir: “Não dá para estar apaixonado e ser sábio ao mesmo tempo”.


Título: Os grandes Filósofos que fracassaram no amor / Autor: Andrew Shaffer / Nº de páginas: 208 / Preço: 19,90
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2 comentários:

  1. fiquei interessada no livro...

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  2. Devido a concepções de amor herdadas de forma bruta (e abrupta), as pessoas geralmemte fracassam em suas relações amorosas. Fracasso aqui entendido como não satisfação das expectativas iniciais. Em sociedades com a brasileira, podemos considerar (estatisticamente) que 80% das relações ditas amorosas acabam em pancadaria emocional. Isso pode ter um caráter universal (com exceção dos países islâmicos, talvez, onde nem se montam expectativas de obtenção de prazer nos casamentos). Logo, entre quaisquer grupos sociais (filósofos, dentistas, pedreiros, arquitetos, músicos, lixeiros,,etc.) encontraremos, em média, 80% de pessoas que "fracassaram" nos seus relacionamentos ditos amorosos.

    Mas, independentemente disso, esse livro pode ser resultado de alguma pesquisa interessante, e pode até ser bem escrito. Tem um bom título. Vou procurar lê-lo, e depois te conto o que achei.

    Só para lembrar uma frase minha: o auge de uma paixão está sempre no começo dela.

    Abraços,

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