28 agosto, 2014

O que eu achei do filme A Morte e a Vida de Charlie ?


É muito difícil quando perdemos alguém, difícil acreditar, difícil seguir, viver apenas com as lembranças da pessoa querida, acho que é a pior dor. Sempre amei filmes, principalmente romances, e assisti a um que fala justamente sobre isso, que particularmente mexeu comigo, porque além do amor, fala do amor de irmãos (eu tenho dois, talvez seja meu ponto fraco), então resolvi compartilhar com vocês o filme “A Morte e a Vida de Charlie St. Cloud”, que é uma adaptação do livro de Ben Sherwood lançado no Brasil pelo Grupo Editorial Novo Conceito.


O filme conta a história de Charlie, um jovem cheio de planos para o futuro, tinha um irmão mais novo, Sam. Eram muito próximos, apaixonados por beisebol e velejar, jogavam sempre e fizeram a promessa de todo dia, ao por do sol, quando estourassem os canhões, eles iriam estar ali para treinar, enquanto Charlie não fosse para a faculdade. Um dia Charlie sai escondido de casa e pega um carro para ir a um jogo, é surpreendido pelo irmão mais novo, que o faz leva-lo junto, curtem o jogo o restante da noite e na volta sofrem um acidente, Charlie passa por uma experiência de quase morte, onde um bombeiro o trás a vida novamente, depois de muito esforço, mas não consegue o mesmo com Sam, que morre. No dia do velório de Sam, Charlie escuta o estouro dos canhões, com o material que jogava com o irmão, começa a correr sem rumo, até que no meio da floresta encontra o espírito de seu irmão, Charlie desolado prometeu estar ali, todo dia, como haviam prometidos um ao outro.


Tempos se passaram e Charlie agora trabalha no cemitério, onde faz seu ritual todo dia ao entardecer, um dia encontra Tess e se apaixonam. No meio de toda a história Charlie descobre que Tess sofreu um grave acidente enquanto velejava e que seu corpo estava desaparecido, Somente Charlie podia vê-la, descobriu que ganhou a chance de salva-la, ele precisa fazer a escolha entre esquecer tudo e continuar com o irmão ou desvendar esse mistério.
Treze anos haviam se passado desde que Charlie fora ao Waterside pela primeira vez. Treze anos haviam se passado desde que os paramédicos não conseguiram reanimar seu irmão. Treze anos haviam desaparecido desde Sam foi enterrado em um pequeno caixão perto da Floresta das Sombras. Treze anos mantendo a promessa.
O filme é dirigido por Burr Steers e estrelado por Zac Efron. Foi um desafio para o galã teen, mostrar seu lado sério, provar que pode ir além de High School Musical.



Um filme e um livro totalmente surpreendente, faz você pensar em tudo na sua vida, em como você está vivendo e se realmente está vivendo. A adaptação ficou muito boa, eu assisti ao filme e só depois fui ler o livro, me encantei pelos dois, lógico que quase sempre o livro é melhor, mas realmente ficou muito bom, como falei anteriormente, além de um romance, conta a história de dois irmãos, a perda e em como “seguir” sua vida.


O livro tem uma leitura simples, uma parte fica um pouco cansativa (muito pouco), porém tem partes que te surpreende, partes em que você se emociona. O ruim de quem é fã dos livros e assiste adaptações é que você fica brigando quando mudam partes, ou até acrescentam coisas, porém tentaram manter o roteiro o mais fiel possível, mesmo com algumas mudanças, posso dizer particularmente que foi a minha adaptação preferida.

O autor tenta passar a mensagem que, cada um tem sua missão na vida, você precisa vive-la e descobrir qual a sua. Precisa ser lido ou assistido com o coração, sentir as emoções, esquecendo toda a racionalidade.

Frases que mais gostei:
  • Confia no teu coração se os mares pegarem fogo. E viva pelo amor, mesmo que as estrelas caminhem em direção oposta. 
  • É como se, sem você, eu começasse a desaparecer. 
  • Você não pode colocar a vida em pausa. A vida não espera. 
  • Deus teve uma razão para te salvar. Um propósito, um objetivo. Já pensou sobre isso? 
  • O que você fez com sua preciosa vida? 
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Um comentário:

  1. Hum, eu não li o livro, mas já vi o filme. É um filme muito doce e bonito e o bombeiro é interpretado pelo Ray Liotta e eu sou fã dele. Não achei assim, primorooooso, mas assistiria de novo.
    Bela resenha!

    Abraços,

    www.annarios.com.br

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